Posts Taggedmauro maldonato

Se a moral está codificada no cérebro, por que cada sociedade tem uma moral?

Quase todos nós concordamos que somos indivíduos livres para agir, responsáveis e, sobretudo, racionais. Indivíduos que, diante de um problema qualquer, analisam vantagens e desvantagens e por fim escolhem a melhor solução. Mas é isso mesmo? Isto é, escolhemos realmente determinada solução por ser mais racional? E quando nossas escolhas têm implicações morais, é a racionalidade ou a intuição que nos guia? E supondo que as…

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É a moralidade humana realmente recíproca?

O que a neurobiologia nos faz conhecer sobre funções humanas fundamentais como a sensação, a percepção, a memória, a emoção, o sentimento, a intencionalidade e a intersubjetividade, deve ser objeto de uma reflexão atenta para os que se perguntam como é preciso agir do ponto de vista moral. Se a distinção entre o que é certo e o que é errado depende de nossas estruturas cerebrais,…

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O continente inexplorado da esperança

Todo novo início está relacionado com a esperança, um continente tão apinhado quanto inexplorado. Acredito que a esperança tenha sido oferecida aos homens para que não aceitassem o mundo assim como ele é, para que apreendessem o movimento das coisas, e não como prêmio de consolação pelas vicissitudes individuais ou da história. Há uma imagem kantiana que retrata a racionalidade humana como uma cândida pomba que…

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O retorno do tempo

Nunca se termina com o tempo. Todos os maiores mistérios da ciência prezam o problema do tempo. Tudo que pensamos, sentimos e fazemos nos recorda sua existência. Percebemos o mundo com um fluxo de momentos que escandem nossa vida, mas tanto os físicos quanto os filósofos dizem que o tempo é perfeita ilusão. Não só eles, na verdade. Muitas vezes ouvimos, mesmo de pessoas comuns, que…

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O tempo que vivemos

Um silêncio paradoxal e enigmático envolve a história. Um tempo acidental, de utopias invertidas, emoldura uma experiência suspensa, sem direção, que se despediu definitivamente do passado. O progresso fixou o fio do tempo ao redor de um eterno presente: um presente cada vez mais irrepresentável. As respostas ao problema da temporalidade não resolveram o enigma: apenas permitiram ao homem historicizar o próprio tempo biológico. Mas o…

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