Non sapremo mai in che modo pensieri e voci si compongono in quel perfetto mistero che chiamiamo libro. Scrivere è, inevitabilmente, un’esperienza delle vicissitudini del linguaggio e delle sue parole che, come frammenti di testi remoti, riprendono a vivere aprendosi all’avvenire. Come se, a nostra insaputa e instancabilmente, un testo segreto avesse lavorato in noi per dar vita a costellazioni di senso, a domande senza risposta e a risposte a domande mai pronunciate. In questo difficile azzardo, la scrittura diviene materia del meditare, mappa della sua stessa odissea, scandita da intuizioni felici, come pure da colpe ed errori. READ MORE
Um estado de espírito superior à vida
A música dá voz ao inefável. É um evento fugidio e irreversível, evanescente. Ausência, circunstâncias de um tempo passado e que nunca mais serão. A música é essa temporalidade encantada, essa nostalgia purificada de qualquer desassosego. Mesmo sendo inteiramente temporal, ela é, num só tempo, um protesto contra o irreversível e, graças à lembrança, uma vitória sobre o irreversível. A música representa uma estilização do tempo: um tempo que suspende os tumultos do mundo. READ MORE
Tramas do tempo
O tempo é, desde sempre, o cerne de nossas perguntas. Um mistério dentro do mistério. Pensar o tempo é expor-se à derrota de pensamentos e a palavras intratáveis. No entanto, tudo nos remete ao tempo: o ritmo dos dias e das estações, a incerteza do futuro, a impossibilidade de reviver o passado, a experiência da juventude e da velhice, o limiar que se fecha às nossas costas no fim da viagem. Não é apenas a dureza da pergunta a nos confundir: é nossa inteligência, que, apesar de conseguir intuir as tramas sutis do Universo, não consegue pensar o princípio e o fim. Em presença do tempo, nossa imaginação para, e um sutil desassossego invade nossa alma. READ MORE


