Ao se despedir de uma efervescente vida mundana, Marcel foi levado por sua consciência em direção a si mesmo, em direção a um arquipélago de memórias que fizeram de seu espírito um extraordinário teatro de experimentação. A temporalidade foi a bússola para uma grande viagem na memória. Foi extremamente hábil em formar e plasmar, mas isso não tem a menor importância. Ele derreteu memória e forma dentro de sutis e inexplicáveis arquiteturas, dando lugar a uma nova forma de vida. Eis por que em seus intermináveis volumes (intermináveis porque sem tempo) parece não haver eventos ou personagens, mas apenas uma matéria psíquica – memória, justamente – que se desdobra em um perfeito estilo atemporal. READ MORE
Alla base del faro non c’è luce ..
Non sapremo mai in che modo pensieri e voci si compongono in quel perfetto mistero che chiamiamo libro. Scrivere è, inevitabilmente, un’esperienza delle vicissitudini del linguaggio e delle sue parole che, come frammenti di testi remoti, riprendono a vivere aprendosi all’avvenire. Come se, a nostra insaputa e instancabilmente, un testo segreto avesse lavorato in noi per dar vita a costellazioni di senso, a domande senza risposta e a risposte a domande mai pronunciate. In questo difficile azzardo, la scrittura diviene materia del meditare, mappa della sua stessa odissea, scandita da intuizioni felici, come pure da colpe ed errori. READ MORE
Um estado de espírito superior à vida
A música dá voz ao inefável. É um evento fugidio e irreversível, evanescente. Ausência, circunstâncias de um tempo passado e que nunca mais serão. A música é essa temporalidade encantada, essa nostalgia purificada de qualquer desassosego. Mesmo sendo inteiramente temporal, ela é, num só tempo, um protesto contra o irreversível e, graças à lembrança, uma vitória sobre o irreversível. A música representa uma estilização do tempo: um tempo que suspende os tumultos do mundo. READ MORE
O corpo doente
Ainda hoje, a doença do corpo (e, portanto, da existência doente) é a emergência que desfia e extenua o jogo de resultado zero das compreensões, das interpretações, das explicações. A corporeidade doente – a condição do Eu e do mundo que se eclipsam no sintoma do corpo doente, enquanto o sujeito se retrai (dissimulando a si mesmo) numa concretude que apaga toda dimensão metafórica do discurso – pois bem, essa corporeidade doente in ige ainda muitas derrotas à cirurgia, à farmacologia, à psicologia e à própria psiquiatria. Para quem se move em âmbitos terapêuticos, não é raro perceber uma impotência desesperadora pela incapacidade de impedir que um homem escorregue pelo plano inclinado da corporeidade doente.READ MORE



